terça-feira, 5 de julho de 2011
Torre de Experiências - Segunda Parte
Após a primeira experiência com a atividade, a proposta segue em uma nova etapa.
Com o mesmo material utilizado na primeira etapa, a atividade será realizada de forma individual será realizada em grupo.
O orientador a seu critério, definirá a quantidade e quantos grupos serão divididos.
Sugiro que os grupos sejam escolhidos por características heterogêneas, perfis diferentes reunidos em um mesmo grupo.
Nesta etapa os participantes deverão receber as mesmas instruções porém a atividade deverá ser realizada em 15 minutos.
A intenção desta etapa é promover a experiência da repetição através das experiências vividas e percebidas e desta vez experimentar a realização da atividade de forma coletiva.
De forma expontânea serão definidos os papéis de cada participante na atividade já que os mesmos deverão se organizar para finalizá-la.
Como na primeira parte, o orientador deverá dispor 20 unidades de macarrão para cada grupo, 50 cm de fita adesiva tipo crepe e em uma única mesa, (de preferência do mesmo tamanho da utilizada na primeira etapa) com todos os participantes ao redor.
Ao inciar a atividade, o orientador deverá avisar os grupos quando faltarem 7 minutos e 30 segundos para o final, alertando que já estão na metade do tempo para desempenhar a atividade, posteriormente deverá ser avisado quando faltarem 3 minutos e finalmente 1 minuto, para que finalizem sua tentativa.
Ao encerrar, os grupos deverão se afastar da mesa e à distância, observar o resultado obtido.
Mais uma vez será discutida a atividade vivenciada e desta vez o orientador deverá conduzir a discussão para a experiência de repetição e principalmente a realização da mesma atividade em grupo.
Questões que poderão ser levantadas pelo orientador:
- Qual a torre mais alta? Qual a torre mais bonita? Qual torre mais sólida? E por quê?
- Como foi a experiência de trabalhar em grupo e qual a diferença de realizar a atividade individualmente? (adequando o vocabulário da pergunta a faixa etária dos participantes sempre.)
- Como foi a relação coma utilização do tempo?
- Como foi a relação com a utilização do material?
- O que você achou do resultado obtido trabalhando em grupo?
- Como aconteceu o planejamento do grupo?
- Qual foi o seu papel no grupo? Ele aconteceu naturalmente ou alguém definiu o seu papel? Ele sempre foi o mesmo até o final?
- A sua participação neste caso coincide com a sua forma de ser e de agir em seu cotidiano?
- O que você faria diferente e porquê?
- Você gostou de fazer a atividade sozinho ou em grupo? Por quê?
- Qual a vantagem de fazer a atividade individualmente?
- Qual a vantagem de fazer a atividade em grupo?
Após esta discussão, ( desta vez de acordo com o tempo disponível, de acordo com a participação e interresse dos participantes), as torres deverão ser expostas para visitação, sobre um papel com título dado pelo grupo e com assinatura de todos.
Em um próximo encontro o orientador deverá estimular os participantes para escreverem sobre a experiência. Deixar que cada um exponha as suas observações e aprendizados com a questão fazendo uma auto-avaliação de sua participação.
Esta atividade pode ser usada como base para diversas áreas de conhecimento e perfeitamente adapatadas aos seus conteúdos.
Para os professores de Sociologia, pode através do lúdico, discutir inúmeras questões, seguem sugestões:
- Noções de Eu e Pessoa.
- Cidadania
- Sociedade
- Espaço e utilização do tempo
- Cultura
- Individuo e Coletivo
- Competitividade
- Aproveitamento e Reutilização
- Divisão do Trabalho
- Alteridade
Esta foi a minha colaboração para a disciplina Ensino e Identidade Docente oferecida no 6° semestre do Curso de Graduação em Ciências Sociais da UFRGS, ministrada pela Prof. Dra. Marie Jane Carvalho.
Convido meus amigos, os leitores desse blog, ex-alunos e alunos a postarem comentários sobre esta atividade e para quem já executou Torre de Experiências em quaisquer aulas que ministrei, dividir conosco iimpressões de sua experiência.
Um grande abraço do Plá!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Torre de Experiências - Primeira Parte
Uma nova imcumbência proposta na disciplina Ensino e Identidade Docente era descrever uma aula criada por mim e compartilhar com os colegas da disciplina e outros professores. Nos cursos de teatro que ministrei e na direção de atores em grupos de teatro apliquei "Torre de Experiências", uma dinâmica batizada por mim, que consiste na construção de uma torre de macarrão que seja estável e possível de se locomover sem que ela se desmonte. Essa dinâmica já existia - brincadeira de criança e também de adultos, pois é utilizada como exercício nas graduações de Arquitetura e Engenharia - porém, adaptei sua utilidade como exercício coletivo para discutir planejamento, trabalho indvidual e coletivo, prioridades de execução, planejamento, relações sociais e otimização de recursos materiais.
Apliquei por alguns anos esta atividade com este perfil de alunos:
- Adolescentes e adultos matriculados nos cursos de teatro que lecionei.
- Crianças e Adolescentes do ensino fundamental e médio nas oficinas de teatro ministradas em programas educacionais nas escolas que oferecem o Turno Integral.
Torre de Experiências
Objetivos: Estimular o aluno a investigar a sua forma de atuação no meio social em que vive, estimular a sua percepção sobre o seu comportamento e sua forma de agir diante de um problema, fomentar um olhar crítico sobre suas obras e mais do que isso, compreender que suas ações estão ligadas a um processo de aprendizagem contínuo e que a observação, a intervenção do outro e principalmente o erro são elementos imprescindíveis na construção desse aprendizado.
Em um segundo plano, discutir as vantagens e desvantagens do trabalho individual e do trabalho coletivo, discutir valores como: belo, sólido, certo, errado e outras questões úteis que partem da observação e dos comentários dos próprios alunos.
Material:
- 20 unidades de macarrão tipo "spaguetti" para cada participante.
- 50cm de fita adesiva tipo crepe para cada participante.
- Cada participante deverá fazer a sua torre em uma mesa individual, separado dos outros participantes. Esta mesa deve ter uma base cujo tamanho seja suficiente para manipulação dos materiais e a construção da torre. Uma mesa tipo carteira escolar é adequada para a atividade.
Proposta:
O participante deve construir uma torre de macarrão que seja "alta, bonita e sólida", sendo possível movê-la de lugar sem que ela se desmonte.
Só poderão ser utilizados as 20 unidades de macarrão e somente o pedaço de fita disponibilizado pelo orientador. Ao acabar o material ele não será reposto.
Questões pertinentes à aplicação da atividade nesta etapa:
O orientador deverá ter um relógio para acompanhar o jogo e avisar os participantes quando faltarem 15 minutos para a atividade terminar, (lembrando-os que estão na metade do tempo para realizar a atividade). Posteriormente 10 minutos para a atividade terminar, 05 minutos para a atividade terminar e apenas 01 minuto, indicando para que finalizem suas propostas.
Ao terminar o tempo o orientador deverá instruir que todos deixem suas torres sobre as mesas e à distância, juntos, observem atentamente os trabalhos.
O orientador deverá permitir um tempo de observação apenas e que comentários sejam feitos espontâneamente.
O próximo passo será colocar perguntas para o grupo e discutir com eles as respostas apresentadas buscando valorizar os trabalhos, individuais, as tentativas, os erros,l estimular que os participantes encontremn as qualidades no trabalho do outro e se houver críticas que elas sejam colocadas de forma construtiva eliminando a competição:
- Qual a torre mais alta?
- Qual a torre mais bonita? Por quê? Por que esta é mais bonita para você e porque não é a mais bonita para ele?
- Ela para sozinha em pé? Como você fez para que isso acontecesse?
- O que você pensou quando começou?
- Como você preparou a sua construção? Como foi o seu planejamento? Ao acaso? Pensou em construir uma base? Derrubou e estragou alguma vez a sua torre e começou de novo? Como foi o recomeço?
- O que era mais importante para você? Que ela fosse mais alta, mais bonita ou mais sólida
- Como foi trabalhar com este material?
- Percebeu que ele poderia acabar?
- Você conseguiu usar todo material, aproveitá-lo totalmente? Só uma parte? Faltou material? Você desperdiçou material em qual etapa? Sabe dizer o porquê que isso aconteceu?
- Qual foi a sua maior dificuldade?
- Como você cuidou do tempo para fazê-la? Como se sentiu em relação ao tempo? Tranquilo? Nervoso? Preocupado?
- Você chegou a observar os outros colegas fazendo a torre? Utilizou alguma idéia dele?
- O que passava na sua cabeça durante a construção?
Estas são algumas questões que podem ser trabalhadas na atividade e que trarão questões interessantíssimas sobre o aluno, seu olhar sobre a própria obra e que possa naturalmente fazer uma auto-crítica a sua forma de executar tarefas, quais são as suas prioridades, estilo e forma de expressão.
Certamente suas respostas provocarão uma reflexão em diversos níveis sobre si mesmo e comp-arações com sua vida cotidiana.
O tempo para a fase de discussão não deve ultrapassar 30 minutos nesta primeira etapa.
O orientador desta atividade deverá expor de forma clara a proposta de acordo com a faixa etária dos participantes. É muito importante que não haja a tendência de influenciar o participante quanto a economizar o seu material, ou a forma de utilizá-lo: quebrar o palito de macarrão por exemplo é uma forma de utilização que pode ser permitida, pois ele ainda estará utilizando as mesmas 20 unidades, porém, em vez do orientador simplificar ao ser indagado sobre essa possibilidade deverá promover a reflexão do participante:
Aluno: Professor, pode quebrar o macarrão?
Professor: Você pode usar os 20 palitos, se você quebrar ainda teremos 20 palitos? Você está quebrando a regra?
É importante que o participante tome suas decisões sozinho. Ele pode escolher quebrar todos os palitos e depois precisar de palitos maiores para fazer a sua torre e terá que resolver este problema sozinho.
A primeira parte desta atividade deve ser realizada individualmente e o tempo para executar esta atividade é de 30 minutos.
O importante é estimular a observação do participante, o orientador não deve deixa-lo desamparado, mas sim estimular a sua iniciativa com perguntas que lhe ajudem a solucionar sozinho o problema proposto.
A tendência é que alguns desistam e por isso é importante estar atento ou quando o participante é criança ou adolescente tenda a distrair-se dos objetivos ou até "brincando" tentar destruir a torre do outro.
Essas iniciativas serão úteis para discussão e reflexão da turma.
O orientador deve ser sobretudo um grande observador e deverá fazer anotações sobre o processo.
Ao encerrar esta 1ª etapa o orientador deverá solicitar que cada participante remova sua própria torre para outra mesa e comprove a solidez de seu projeto.
É muito importante o deslocamento das torres para que os participantes estabeleçam iniciativas de confiança e a prova objetiva da concretude de sua tarefa.
Caso alguma torre se desmonte o orientador deverá colocar questões ao aluno para que ele ainda tenha a oportunidade de entender o que poderia ser feito para que ela se deslocasse com estabilidade e ainda, afirmar que ele chegou bem perto desta tarefa, pois conseguiu concluir uma torre alta, (pois se apenas um macarrão estivesse em pé teríamos o conceito de altura), bonita,(já que o conceito de beleza é uma variável)e outras qualidades que o orientador, os outros participantes e até mesmo ele próprio adjetivou.
Após o deslocamento de todas as torres, os participantes deverão expor as suas torres num espaço para visitação em cima de uma folha de papel, com seu nome e um título para a obra.
domingo, 3 de julho de 2011
Educação e Tecnologia
Primeiro foi a televisão. Um canal de comunicação poderoso que na velocidade de um tufão atingiu brasileiros das metrópoles até os cantos mais distantes e impactou nas relações sociais, culturais, econômicas e políticas do país, de forma jamais vista por nós. Através dela o Brasil se inspirou, se projetou e se reinventou para o bem e para o mal. Com a "TV" fomos apresentados para algumas novidades e conceitos que até então não era parte do vocabulário comum: satélites, sinais, controle remoto, tv a cabo, pixels, enfim todas essas novidades eram sinônimos de um futuro promissor e foram associadas a uma palavra muito antiga: tecnologia. Tecnologia virou sinônimo de modernidade e por causa dela as coisas que parecem incríveis tornam - se oboletas num piscar de olhos.
Neste levante progressista surgiram muitas ferramentas poderosas de grande utilidade e largo alcance, mas a mais importante delas é coisa deste século: A Internet. Vale a pena pesquisar qual é a sua história e qual o impacto de seu nascimento. Tenho aqui uma pequena demonstração: http://www.interponta.com.br/~tutorial/suporte/comosuriguainternet.htm
O novo messias da comunicação atravessou fronteiras, físicas, geopolíticas e sociais e podemos dividir a história em "a.I." e "d.I." Paralelismos a parte arrisco dizer que os significados são os mesmos pois tudo que vem "antes da Internet" parece algo esquecido, muito antigo e até inimaginável para os nascidos "d.I" (depois da Internet".
E são estes, os filhos do "Novo Testamento da Tecnologia", os indivíduos que encontramos frente a frente em nossa árdua e cotidiana tarefa: ensinar.
Discutir Educação e Tecnologia sugere inúmeros desafios e grandes questões para debate.
É indiscutível que muitas ferramentas de comunicação já estão integradas no cotidiano dos estudantes de qualquer faixa etária e classe social. A escola não seria aquela que abre as portas para esse mundo nem seria a reguladora destes instrumentos. Cabe discutir apenas qual o seu papel neste cenário onde a informação e o conhecimento se resignficam e podem se transformar em símbolos sedimentares ou apenas um contexto volátil e simplesmente reprodutivo.
Entre outras chaves de discussão acredito que a perspectiva cultural é a mais acertada para a questão: não basta aparelhar, treinar e instrumentar professores e alunos com as novas tecnologias. É preciso uma mudança cultural nas relações entre tecnologia e aprendizado. Se os modelos pedagógicos forem excludentes, conservadores e acríticos, a soma Educação e Tecnologia será apenas uma "fachada".
A revolução que a Internet causou na vida social das pessoas provocou mudanças sensíveis na relação e na participação dos indivíduos com o meio e esta interação desestabiliza projetos pedagógicos até então cristalizados e verticalizados que não podem atender esta nova demanda.
Outra perspectiva interressante e pessoalmente a que mais me interessa como professor é a possibilidade de transformar uma iniciativa em sala de aula em algo autoral, que maximiza a expressão do aluno e pode ser dividida com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Este intercâmbio é algo muito importante e uma prova de democracia bem consistente.
Trazer o aluno para o mundo através dessa janela de possibilidades exige muito do professor. Assim como a sociedade estipula suas regras de convívio, o mundo virtual precisa de suas regulamentações e como estas ainda estão em processo, o professor deve estar atento para essa situação.
É preciso reorganizar o pensamento e discutir que muito além de promover o acesso, a facilidade e a propagação de idéias as informações circuladas no mundo virtual não estão prontas ou dotadas de garantias absolutas, é preciso analisá-las, confrontá-las, reconhece-las e sobretudo estar atento as relações implícitas aos meios de comunicação hoje, ajustados perfeitamente ao modo e à velocidade do sistema capitalista, suas máximas de mercado e suas exigências.
Com tantas questões ainda em processo, para finalizar, aponto exemplos positivos do uso das ferramentas tecnológicas em sala de aula como algo extremamente producente e importante:
A reportagem mostra um projeto realizado na rede pública de ensino de Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo, que utiliza a internet como ferramenta de comunicação didática e solidária para encontrar pessoas desaparecidas. Em sala de aula, os estudantes escrevem cartas para confortar as famílias e criam blogs e comunidades na rede em busca de informações.
Quando as pessoas compreenderem a possibilidade de "fala e ação" que estão abertas através desses canais e que hoje garantir direitos básicos de cidadania podem advir de um click, teremos o privilégio de testemunhar a Ágora dos novos tempos.
Neste levante progressista surgiram muitas ferramentas poderosas de grande utilidade e largo alcance, mas a mais importante delas é coisa deste século: A Internet. Vale a pena pesquisar qual é a sua história e qual o impacto de seu nascimento. Tenho aqui uma pequena demonstração: http://www.interponta.com.br/~tutorial/suporte/comosuriguainternet.htm
O novo messias da comunicação atravessou fronteiras, físicas, geopolíticas e sociais e podemos dividir a história em "a.I." e "d.I." Paralelismos a parte arrisco dizer que os significados são os mesmos pois tudo que vem "antes da Internet" parece algo esquecido, muito antigo e até inimaginável para os nascidos "d.I" (depois da Internet".
E são estes, os filhos do "Novo Testamento da Tecnologia", os indivíduos que encontramos frente a frente em nossa árdua e cotidiana tarefa: ensinar.
Discutir Educação e Tecnologia sugere inúmeros desafios e grandes questões para debate.
É indiscutível que muitas ferramentas de comunicação já estão integradas no cotidiano dos estudantes de qualquer faixa etária e classe social. A escola não seria aquela que abre as portas para esse mundo nem seria a reguladora destes instrumentos. Cabe discutir apenas qual o seu papel neste cenário onde a informação e o conhecimento se resignficam e podem se transformar em símbolos sedimentares ou apenas um contexto volátil e simplesmente reprodutivo.
Entre outras chaves de discussão acredito que a perspectiva cultural é a mais acertada para a questão: não basta aparelhar, treinar e instrumentar professores e alunos com as novas tecnologias. É preciso uma mudança cultural nas relações entre tecnologia e aprendizado. Se os modelos pedagógicos forem excludentes, conservadores e acríticos, a soma Educação e Tecnologia será apenas uma "fachada".
A revolução que a Internet causou na vida social das pessoas provocou mudanças sensíveis na relação e na participação dos indivíduos com o meio e esta interação desestabiliza projetos pedagógicos até então cristalizados e verticalizados que não podem atender esta nova demanda.
Outra perspectiva interressante e pessoalmente a que mais me interessa como professor é a possibilidade de transformar uma iniciativa em sala de aula em algo autoral, que maximiza a expressão do aluno e pode ser dividida com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Este intercâmbio é algo muito importante e uma prova de democracia bem consistente.
Trazer o aluno para o mundo através dessa janela de possibilidades exige muito do professor. Assim como a sociedade estipula suas regras de convívio, o mundo virtual precisa de suas regulamentações e como estas ainda estão em processo, o professor deve estar atento para essa situação.
É preciso reorganizar o pensamento e discutir que muito além de promover o acesso, a facilidade e a propagação de idéias as informações circuladas no mundo virtual não estão prontas ou dotadas de garantias absolutas, é preciso analisá-las, confrontá-las, reconhece-las e sobretudo estar atento as relações implícitas aos meios de comunicação hoje, ajustados perfeitamente ao modo e à velocidade do sistema capitalista, suas máximas de mercado e suas exigências.
Com tantas questões ainda em processo, para finalizar, aponto exemplos positivos do uso das ferramentas tecnológicas em sala de aula como algo extremamente producente e importante:
A reportagem mostra um projeto realizado na rede pública de ensino de Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo, que utiliza a internet como ferramenta de comunicação didática e solidária para encontrar pessoas desaparecidas. Em sala de aula, os estudantes escrevem cartas para confortar as famílias e criam blogs e comunidades na rede em busca de informações.
Quando as pessoas compreenderem a possibilidade de "fala e ação" que estão abertas através desses canais e que hoje garantir direitos básicos de cidadania podem advir de um click, teremos o privilégio de testemunhar a Ágora dos novos tempos.
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